Depois da missa, celebrada em frente ao Santuário, nos Milagres, milhares de peregrinos participaram na tradicional procissão, composta por 15 andores, decorados a rigor com uvas, bolos e dinheiro.
Entre as centenas de pessoas que se encontravam em frente ao Santuário estava Maria Inácia, de 64 anos, emigrante em França, mas natural dos Milagres.
Na mão transportava uma vela, com cerca de dois metros de altura, explicando que era para oferecer ao 'senhor dos milagres', para pagar uma promessa que fez. “Tinha muitas dores e foi graças a ele que fiquei curada”, revelou a peregrina.
Adriano Sousa não fez nenhuma promessa, no entanto, estava presente para pagar cumprir a promessa da esposa, que, por motivos de saúde, não pôde participar nas celebrações religiosas.
Por outro lado, Augusto Remígio, membro da Comissão do Santuário referiu que no ano passado estiveram “cerca de três mil pessoas” a assistir à celebração da eucaristia, mas este ano "estavam mais”, oriundas de vários pontos do País”. O mesmo responsável contou, ainda, que não é fácil organizar os festejos de Nosso Senhor dos Milagres. “Somos seis casais e o pároco, e, para além disso, é um pouco dispendiosa, rondando a casa dos 100 mil euros”, sustentou, revelando que a organização conta com o apoio de alguns colaboradores que ajudam gratuitamente. “Quando há gosto e vontade, nada é impossível de fazer. Desde o início do mês dormi apenas 20 horas”, acrescenta.
Andreia Lopes é um dos colaboradores da organização, cuja função é estar atrás do balcão da pequena loja situada no próprio Santuário, vendendo figuras, medalhas, terços e velas alusivos ao padroeiro. A voluntária disse ao Diário de Leiria que tem “vendido muito, mas o que se vende em mais quantidade, são as velas”, frisou.